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segunda-feira, 5 de março de 2012

Animal

Essa poesia, se é que podemos chamar desse nome, eu escrevi, quando estava gostando de alguém que no mínimo não estava dando o devido valor, faz tempo também, pelo menos uns 10 anos que escrevi.


Pra que passar mal por causa de um animal
Que comigo não foi legal
Se quiser se aproveitar, se deleitar
Verá que meu castelo de areia está a desmoronar
E a água do mar, tudo levar.
Encontros, desencontros, alegria, tristeza...
Restou o frio, o frio da sua distância
Foi embora junto com as esperanças
Se adiantasse cantar, eu cantaria
Se adiantasse chorar, eu choraria
Se adiantasse suspirar, eu suspiraria
Se adiantasse me matar, me mataria.
No entanto, não adianta
Não adianta, o canto, o pranto, o suspiro, a morte, a desordem...
O que vale a pena é eu pegar meu cavalo preto e partir
Procurando alguém que me faça novamente dar gargalhadas
Só assim eu poder rir das suas palhaçadas.

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