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terça-feira, 6 de setembro de 2022

Mendigo fedorento

 

O tempo passou tão rápido, já é setembro

Passou tão rápido, que não me lembro

Se comi macarrão, ou se foi coentro

Só me lembro do mendigo fedorento

Que me pede dinheiro a todo momento

Ó meu pai eu não aguento, tanta miséria, eu não sustento

Tanta gente dormindo ao relento 

Sem ter pra onde ir, sem lenço nem documento.

Ó meu pai eu só te peço

Mais um momento

Não sei se escrevo esse poema

Ou se me perturba esse tormento.

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